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Site para clínica em Lisboa: o que tem de ter em 2026
Antes de ligar para uma clínica, a maioria das pessoas procura-a no Google, vê as avaliações e abre o site. Se o site não responder às perguntas delas em poucos segundos, ligam para a clínica seguinte. Este guia junta o que o site de uma clínica em Lisboa precisa de ter, incluindo a parte que muitas clínicas não sabem que é obrigatória.
- O site de uma clínica conta como publicidade em saúde e tem de mostrar informação obrigatória, como o número de registo na ERS.
- Marcação online, horário, morada e contactos têm de estar à vista logo no telemóvel.
- Em Lisboa, uma versão em inglês traz pacientes que a concorrência deixa escapar.
- Promessas de resultados e testemunhos inventados podem dar coimas.
1. A informação que a ERS obriga a mostrar
Muitas clínicas não sabem que o próprio site é considerado publicidade em saúde. O manual de boas práticas da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) inclui expressamente os canais digitais, "incluindo redes sociais, newsletters e páginas eletrónicas" [1].
Por isso, o site deve identificar o prestador com:
- nome ou firma da clínica e número de identificação fiscal (NIF);
- número de registo na ERS e, quando se aplica, o número da licença;
- morada do estabelecimento;
- para cada profissional apresentado: nome profissional, número da cédula e especialidade.
Segundo o manual, estes elementos têm de estar no próprio suporte. Um código QR ou um link para outra página não chega [1]. As coimas vão de 1 000 € a cerca de 44 900 € para empresas [1]. Uma secção no rodapé do site resolve o problema de uma vez.
2. Marcação online, não só um número de telefone
Muitos pacientes procuram uma clínica fora do horário, à noite ou ao fim de semana, quando ninguém atende o telefone. Um botão de marcação online, visível logo no topo, transforma essas visitas em consultas marcadas em vez de chamadas perdidas.
A marcação deve mostrar os serviços, a duração e os horários disponíveis, e enviar uma confirmação automática. O passo seguinte, que reduz as faltas, são os lembretes antes da consulta. Explico como funcionam neste artigo: como reduzir as faltas às consultas.
3. Pensado primeiro para o telemóvel
Quem procura uma clínica no Google está, quase sempre, no telemóvel. No ecrã pequeno, quatro coisas têm de aparecer sem esforço: o botão de marcar, o telefone (com toque para ligar), a morada com ligação ao mapa e o horário. Se o visitante tiver de fazer zoom ou procurar estes dados no fundo da página, perde-se.
4. Serviços e preços claros
Não é obrigatório publicar preços. Mas, se os mostrar, a ERS exige que a informação seja completa e que não esconda custos extra, por exemplo numa "consulta gratuita" que depois tem encargos [1]. Uma página por serviço, com o que inclui, a duração e um preço "a partir de", ajuda o paciente a decidir e ajuda o Google a perceber o que a clínica faz.
5. Uma versão em inglês
Lisboa tem muitos residentes estrangeiros e turistas que procuram dentistas, fisioterapeutas e clínicas em inglês. Poucas clínicas de bairro têm o site nas duas línguas. Uma versão em inglês, mesmo só com as páginas principais, abre a porta a pacientes que a concorrência não consegue receber.
6. Avaliações e testemunhos verdadeiros
As avaliações do Google são, muitas vezes, o que decide a escolha. O site pode mostrá-las, mas com cuidado: a ERS permite testemunhos desde que sejam "personalizados e genuínos" [1]. Atores de bata a fingir ser médicos, ou fotografias de antes e depois que induzam em erro, não são permitidos [1]. Para conseguir mais avaliações de forma correta, veja este guia sobre avaliações no Google.
7. Privacidade e dados de saúde
Um formulário de marcação recolhe dados pessoais e, por vezes, informação de saúde. O site precisa de uma política de privacidade clara e de pedir apenas os dados necessários para marcar a consulta. Evite campos como "descreva os seus sintomas" num formulário simples, se não forem precisos.
Os erros que mais afastam pacientes
- Prometer resultados ("sorriso perfeito garantido"). Além de afastar pacientes desconfiados, a publicidade com garantias de resultados é proibida [1].
- Site lento ou desatualizado, com horários errados ou médicos que já não trabalham na clínica.
- Só um formulário de contacto, sem marcação direta nem resposta rápida.
- Informação obrigatória em falta, como o registo na ERS.
Lista rápida para rever o seu site
- NIF, registo ERS, licença e morada visíveis em todas as páginas.
- Cédula e especialidade de cada profissional.
- Botão de marcação online no topo, no telemóvel.
- Telefone com toque para ligar, mapa e horário atualizado.
- Uma página por serviço, com informação completa.
- Versão em inglês das páginas principais.
- Avaliações reais e política de privacidade.
Diagnóstico gratuito para a sua clínica.
Analiso o site, a ficha do Google e as avaliações da sua clínica e envio-lhe o que está a fazer perder pacientes.
- ERS, Manual de Boas Práticas de Publicidade em Saúde. https://www.ers.pt/media/e50by3ag/manual-boas-praticas-publicidade-saude.pdf